Prediction markets cresceram 130x e chegaram a mais de US$ 13 bi/mês. Entenda o motor do crescimento e o risco de overtrading em contratos curtos e combos.
Em mercados, “cresceu muito” quase sempre vem com duas perguntas: de onde veio o volume e qual é o custo comportamental disso.
A Reuters descreveu que a popularidade do setor disparou, com valores mensais negociados saindo de menos de US$ 100 milhões no início de 2024 para mais de US$ 13 bilhões.
O Financial Times também caracterizou esse avanço como uma explosão em dois anos, com crescimento de múltiplas ordens de grandeza e maior integração ao mainstream.
O que está por trás da explosão de volume
Produto fácil de entender (e fácil de operar demais)
Sim/não reduz fricção cognitiva.
Eventos frequentes
Esportes, cultura e macro geram resolução constante e isso incentiva repetição.
Integração e distribuição
Quando grandes apps e marcas entram, o volume tende a “aparecer” rapidamente.
Volume alto não é sinônimo de oportunidade
Volume pode significar:
- mais liquidez e spreads melhores
- mais competição e eficiência de preço
- mais “crowding” e narrativa tóxica
O erro é tratar volume como validação de que “dá para ganhar”. Não existe ganho garantido e binário é especialmente duro com quem opera sem limites.
Contratos curtos e combos por que overtrading vira o inimigo número 1
A Reuters descreveu a expansão de “preset combos” (múltiplas previsões em um contrato), o que aproxima o produto de um parlay e aumenta a chance de perda frequente.
Em termos práticos:
- quanto mais curta a duração, mais tentação de repetir
- quanto mais “combo”, maior a probabilidade composta contra você
- a perda acumulada vira risco real, mesmo com alguns acertos
Gestão de risco aqui não é jargão: é sobrevivência financeira.
Um modelo simples de disciplina (educacional)
- limite de exposição por período
- evitar operar em sequência para “recuperar” perdas
- entender que “acertar” não significa ter vantagem estrutural
- se não dá para explicar o risco, não dá para operar
Seção de FAQ
O crescimento dos prediction markets foi realmente tão grande?
Sim. Reuters e FT descreveram volume mensal passando de < US$ 100M (início de 2024) para > US$ 13B.
Volume maior torna o produto menos arriscado?
Não. Pode melhorar liquidez, mas não reduz risco binário nem risco comportamental.
Por que “alta frequência” é um problema?
Porque incentiva repetição impulsiva (overtrading), aumentando chance de perdas acumuladas.
Combos tornam tudo mais difícil?
Sim. Eles ampliam a exigência de acerto total e aumentam a frequência de perda.
Qual é a postura mais prudente?
Limitar exposição, evitar impulsividade e tratar como produto de alto risco.
Conclusão
O crescimento dos prediction markets é real e impressionante e exatamente por isso o risco de comportamento ruim aumenta.
O investidor responsável entende: volume não é garantia, combos elevam complexidade e alta frequência exige limites.



