Meta description: Event contracts e prediction markets estão crescendo e atraindo corretoras. Entenda como funcionam, por que viraram tendência e como a disputa entre estados e CFTC pode afetar acesso e risco.
Se você acompanha opções binárias, já percebeu: o mercado global encontrou um jeito de “ressuscitar” a ideia do sim/não com payout fixo, mas com uma embalagem diferente: event contracts (contratos de evento) em prediction markets.
O movimento acelerou nos últimos anos, com expansão de ofertas e integração com plataformas grandes. Há relatos recentes de avanço de players e licenças/autorizações, como a entrada de uma grande plataforma cripto em prediction markets com aprovação regulatória nos EUA.
E, ao mesmo tempo, a indústria cresce com números agressivos de volume em 2025, segundo relatório setorial.
Mas antes de achar que isso “resolve” os problemas das binárias, tem um detalhe decisivo: a regulação ainda está em disputa principalmente quando o assunto vira esporte e grandes mercados de massa.
O que são event contracts (na prática)?
Pense assim: é um contrato negociável cujo resultado final depende de um evento verificável:
- “Acontece X?” → Sim/Não
- O payoff costuma ser fixo no vencimento (por exemplo, “Sim” paga 1 e “Não” paga 0), e o preço no meio do caminho reflete a “probabilidade” que o mercado está atribuindo.
Isso é parecido com binárias? Em forma de payoff, sim.
A diferença proposta é onde e como isso é ofertado e supervisionado.
Por que isso está crescendo agora?
Três motores explicam a tendência:
- Acesso via plataformas grandes
A adoção acelera quando entra dentro de apps e infra já existentes. Um exemplo foi a oferta de prediction markets no ecossistema de uma grande corretora de varejo, via parceria com marketplace regulado. - Legitimação institucional e “mercado de dados”
Relatórios e análises corporativas destacam expansão de contratos e casos de uso (economia, clima, empresas, etc.). - Narrativa de “hedge e informação”
Alguns defendem que mercados de previsão têm utilidade para sinalizar expectativas. Só que, na prática, ainda há críticas fortes de que isso cruza a linha entre hedge e jogo.
O coração do problema: estados vs CFTC (e por que isso importa para acesso e marketing)
A disputa ficou mais intensa quando event contracts avançaram para esportes, porque aí o choque com a regulação estadual de apostas é inevitável.
- Em dezembro de 2025, por exemplo, Massachusetts buscou bloquear a operação de uma plataforma de event contracts em esportes, sob argumento de “aposta não licenciada” no estado.
- Em novembro de 2025, um juiz em Nevada decidiu que a plataforma estaria sujeita às regras estaduais de gaming, contrariando a tese de exclusividade federal.
Ao mesmo tempo, existem decisões e movimentos em sentido oposto em outras jurisdições, o que aumenta a chance de um mosaico: em alguns estados pode operar, em outros enfrenta bloqueio, liminar ou ação.
E onde entra a CFTC?
A CFTC é citada como o regulador federal relevante para certos tipos de mercados/contratos. Houve um marco em 2025 quando a CFTC moveu para abandonar um recurso ligado ao caso de event contracts políticos, segundo reportagem.
O resultado prático disso para o varejo:
- plataformas podem geofenciar estados,
- produtos podem mudar (menos esportes, mais macro/economia),
- marketing fica mais sensível (evitar linguagem de “aposta” vs “derivativo”),
- risco de interrupções aumenta.
Riscos reais: não confunda “regulado” com “fácil”
Mesmo com um arcabouço mais formal, ainda existe risco alto:
- Spreads e custo implícito podem comer o edge.
- Liquidez: se o book é raso, você paga caro para entrar/sair.
- Armadilhas comportamentais: o formato “sim/não” é altamente gamificável e pode estimular overtrading.
Se a pessoa migra de binárias para event contracts achando que “agora é seguro”, ela pode só estar trocando de embalagem.
Perguntas Frequentes
Event contracts são a mesma coisa que opções binárias?
São parecidos no payoff (sim/não com pagamento fixo), mas podem ser ofertados em estruturas diferentes, com regras e supervisão distintas e ainda assim mantêm risco elevado.
Por que os estados estão processando plataformas de prediction markets?
Porque parte dos contratos envolve esportes e isso colide com regras estaduais de apostas/licenciamento, gerando disputa de jurisdição com a regulação federal.
A CFTC controla tudo e os estados não podem fazer nada?
Não é tão simples: decisões recentes mostram conflito e interpretações diferentes nos tribunais, com estados conseguindo avançar em alguns casos.
Vale a pena usar prediction markets como estratégia?
Pode ser uma forma de expressar visão/hedge, mas custos, liquidez e vieses comportamentais podem destruir o resultado.
É “mais seguro” do que binárias offshore?
Depende do acesso, jurisdição e regras do mercado mas “mais formal” não elimina risco de perda nem garante melhor execução.
Conclusão
Event contracts estão em alta porque entregam o que o varejo gosta: simplicidade (sim/não) e narrativa de probabilidade e porque grandes players estão entrando.
Só que a guerra estados vs CFTC significa que o terreno ainda pode mudar rápido com bloqueios, geofencing e mudanças de produto.
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